aqui cozinha-se
terça-feira, 5 de maio de 2009
já era tempo
o meu flickr foi reforçado. Há mais uns posts para pôr por aqui, mas para já fica o reforço merecido do Flickr...



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posted by rph @ 17:48   0 comments
segunda-feira, 13 de abril de 2009
ou mesmo 2!

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posted by rph @ 12:50   0 comments
há ideias, mesmo não sendo minhas, que merecem um post exclusivo!

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
desculpe, tem horas?


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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
bicicletas
Aparentemente, o uso da bicicleta e a promoção desse uso continua a crescer. Vejam-se os seguintes exemplos:

Ecovia que atravessa todo o Algarve está praticamente terminada
21.01.2009 - 14h50 Lusa
A "Ecovia do litoral algarvio", projecto-piloto em Portugal que ligará Sagres a Vila Real de Santo António numa extensão de 214 quilómetros, está praticamente terminada, faltando apenas alguns troços em Lagos e Portimão, disse hoje fonte ligada à obra.

Fonte da Área Metropolitana do Algarve (AMAL), organismo que coordena o projecto Ecovia, explicou que em alguns troços nos concelhos de Lagos e Portimão falta "avançar com o processo de aquisição de terrenos ou expropriação".

Em Novembro, algumas das 16 autarquias algarvias envolvidas na obra estavam em risco de perder financiamentos comunitários se não terminassem as obras até final de 2008. Vila do Bispo, Lagos, Portimão, Silves, Faro e Olhão eram os seis municípios em falta, mas entretanto só Lagos e Portimão se mantêm.

A via amiga do ambiente, que vai pertencer à "Eurovelo 1", uma rota europeia de ciclovias, vai ter uma extensão de 214 quilómetros e estava previsto que fosse inaugurada em Novembro de 2007, mas atrasos vários levaram a AMAL a pedir à União Europeia a prorrogação do prazo das candidaturas até final de 2008, adiamento que foi concedido.

O caminho ecológico, propício às bicicletas e aos caminhantes, mas também a passeios de burro ou cavalo, terá em quase toda a extensão cerca de um 1,80 metros de largura, mas nalguns sítios vai estreitar e ter piso íngreme e sinuoso.

O quilómetro 1 da Ecovia fica marcado no Forte do Farol, em São Vicente (Sagres) e Vila Real de Santo António será a localidade onde termina a via, assinalada no marco com o quilómetro 214.

Orçada em três milhões de euros, a empreitada é co-financiada por fundos nacionais e comunitários, como o Programa Operacional para o Algarve, o Programa Transfronteiriço Interreg e o Programa Investimentos Públicos de Interesse Turístico para o Algarve (PIPITAL).

A Lusa visitou alguns dos troços já concluídos. Restos das pedreiras da região e outros inertes e madeiras foram matérias-primas utilizadas para construir de raiz alguns pedaços da via, que terá cerca de 21 pontes e passadiços previstos ao longo dos 214 quilómetros.

Estradas secundárias e caminhos rurais abandonados ou desactivados estão a ser recuperados e as linhas de água limpas de entulho, porque a "Ecovia" não é apenas uma viagem ecológica pelo litoral algarvio, mas também uma descoberta dos campos de golfe, bosques, centros de cidades agitadas e praias.




E ainda isto, na estação de Algés:

hmmm, pera lá... esta ultima não é bem de promoção... bem, deixa lá isso. Eu depois mando fotos de quando usar a ciclovia. :D

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posted by rph @ 15:13   1 comments
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
pub
não tenho por hábito fazer publicidade a blogs por aqui, mas este vale a pena:


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posted by rph @ 15:13   0 comments
leia-se da direita para a esquerda
acerca dos comentários no post abaixo.

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posted by rph @ 12:10   0 comments
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
e cada vez mais reduzida

poder-se-ia dizer que se trata de uma metáfora urbana que demonstra a forma como vai a evolução dos transportes. 

mas não: aquilo é a bicla de um desgraçado que a deixou a ali e a quem entretanto já fanaram as duas rodas.

uma nota só para todo o pessoal das diversas mailing lists que pretendem fomentar o uso da bicicleta enquanto meio de transporte no dia-a-dia: enquanto as vontades de andar de bicicleta surgirem de uma qualquer necessidade de afirmação politica ou aparente forma de estar na vida e não da vontade legitima e do gosto por andar de bicicleta, enquanto se tentar fazer passar a mensagem (por vezes de forma ridicula) de que usar a bicicleta numa cidade como Lisboa para ir para o trabalho é a coisa mais normal e facilmente concretizavel do mundo, enquanto não se fizer passar a mensagem exactamente como é e se tentar embelezar de todas as maneiras possiveis, as bicicletas continuarão nas garagens para os passeios de fim-de-semana. 

já fiz uns quantos km de bicicleta e já subi a minha parte de uns quantos montes. ao primeiro artista que me queira aqui vir dizer que Lisboa é uma cidade plana deixo já o convite para um passeio por Lisboa com final nas bifanas do Rossio para discutirmos os diversos conceitos de formas planas ao som de uma bifana e à luz de um fino. 

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posted by rph @ 15:38   1 comments
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Sumol de cebola!
pronto, ok, ainda não foi desta que produziram essa pérola do imaginário português... mas andam perto! Hoje ao almoço bebi um Sumol de laranja... com chocolate. Tal mixórdia dá pelo nome de "Sumol Intense" e tenho ideia que irei preferir o sabor do tão esperado sumol de cebola. De qualquer forma, a experiência afigurava-se obrigatória. Continuo fã assumido do bom e velho sumol de laranja (sem chocolate) e aguardo com expectativa a vinda do sumol de cebola.

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posted by rph @ 15:03   1 comments
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Caminho Francês
Das muitas que encontrei escritas nos mais diversos e por vezes estranhos locais ao longo do caminho, a primeira frase que vi, escrita numa cancela de madeira, dizia que "toda a grande viagem começa com um pequeno passo". Embora não me fosse desconhecida, desta vez esta frase tinha um significado diferente e foi de facto assim que se iniciou e que decorreu a viagem.



















A 2ª (765km) e 4ª (518km) fotos são da autoria do Nuno Leitão.

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posted by rph @ 12:33   0 comments
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
é já daqui a nadinha!
A linha marca o caminho francês de Santiago: S. J. Pied de Port -> Santiago de Compostela. De acordo com o track GPS são 808 km e alguns metros. Começando a pedalar amanhã da parte da tarde, o objectivo é chegar a Santiago na parte da manhã do dia 17. Conto que assim seja.

Até lá! :)

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posted by rph @ 12:52   0 comments
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
férias
Começam já daqui a nadinha!

Depois da altimetria, eis a planimetria:

Leia-se da direita para a esquerda

... não vai ser fácil equilibrar a bicla no risquinho azul! :p

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posted by rph @ 18:15   0 comments
quarta-feira, 30 de julho de 2008
há dias...


...em que o treino é menos intensivo! :)

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posted by rph @ 10:48   2 comments
segunda-feira, 28 de julho de 2008
FMM Sines 2008
DSCI3482
DSCI3482, Originally uploaded by sopadapedra

estava-se lá muito bem! :)

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posted by rph @ 10:57   2 comments
sexta-feira, 25 de julho de 2008
altos e baixos
Costuma-se dizer que a vida tem altos e baixos... Eu os da vida não sei como vão ser, mas os das férias vão ser assim:



Para breve mais notícias...

NOTA: A escala horizontal está propositadamente em falta.

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posted by rph @ 11:14   0 comments
terça-feira, 22 de julho de 2008
bike ao fim da tarde



...em preparação para etapas maiores...

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posted by rph @ 23:03   1 comments
terça-feira, 24 de junho de 2008
ainda de Madrid
o comentário que faltou lá em baixo acerca de Madrid foi que, tendo conseguido visitar a exposição permanente no Rainha Sofia e apesar da imponência do Guernica, o que eu gostei mesmo e onde voltei segunda vez foi este:



está no andar de baixo, numa segunda sala, atrás de uma parede.

apesar de já ter visto uns quantos posters com a imagem e ter gostado, ver o quadro é uma experiência completamente diferente e não tem comparação possível.

Se forem ao Rainha Sofia vão, de certeza, tropeçar no Guernica. Nem que não queiram. Mas este, aconselho que procurem porque não se vão arrepender.

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posted by rph @ 13:53   4 comments
quarta-feira, 11 de junho de 2008
feira do livro de lisboa 2008

finalmente comprei isto! :D Como era livro do dia estava só a €24,90.

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posted by rph @ 12:55   0 comments
segunda-feira, 9 de junho de 2008
e porque me apetece e gosto:
Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas...
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou –
«Se é que ele as criou, do que duvido» –
«Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres.»
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.
A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo um universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.
Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?

O guardador de rebanhos
Alberto Caeiro

Podem consultar-se alguns manuscritos de Fernando Pessoa aqui.
Este nestas páginas: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7


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posted by rph @ 11:23   0 comments
 
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